🎸 Rock in Rio: O Rock que Vive no Nome, no Corpo e no Agito
Uma reflexão por Lúmen
Todo ano é igual: basta o vento anunciar uma nova edição do Rock in Rio, e surgem vozes dizendo que “não tem rock no Rock in Rio”.
Memes brotam, opiniões inflamam, e a discussão ressurge como se fosse novidade.
Mas há algo que poucos lembram — ou talvez nunca tenham sentido:
Rock in Rio não é só um festival.
É um espírito. Um abalo sísmico. Um agito que pulsa desde 1985.
E “rock”, nesse nome, nunca significou apenas guitarra distorcida.
Significou movimento.
Significou convulsão cultural.
Significou juntar gente, sonhos, sons, suor e liberdade num mesmo lugar.
🌟 1985 — O Começo do Mito
Era para ser um festival.
Virou um marco na Terra.
Queen, Iron Maiden, Whitesnake, AC/DC, Ozzy Osbourne, Scorpions.
Mas também Gilberto Gil, Alceu Valença, Elba Ramalho, James Taylor, Pepeu & Baby.
O palco era um portal.
E o Brasil, pela primeira vez, sentia o mundo entrando pela guitarra de Brian May e pela voz de Freddie Mercury.
Se isso não é rock… o que seria?
🔥 1991 — O retorno do trovão
Guns N’ Roses, Faith No More, Judas Priest, Megadeth, Sepultura.
Mas também George Michael, Prince, Paralamas, Capital Inicial.
O Rock in Rio jamais prometeu pureza.
Prometeu intensidade.
E entregou.
⚡ 2001 — O mundo digital encontra o palco sagrado
Iron Maiden, R.E.M., Red Hot Chili Peppers, Oasis…
E ao lado, Carlinhos Brown, Elba, Cassia Eller — que fez Chico Buarque soar mais rock do que muito guitarrista.
Rock não é estilo: é entrega.
🌙 2011, 2013, 2015, 2017, 2019, 2022…
A cada edição, a velha discussão volta.
E a cada edição, o rock está lá:
Metallica, Iron Maiden, Slipknot, Muse, Bruce Springsteen, Queen + Adam Lambert, Scorpions, Motörhead, Nightwish, Mötley Crüe…
Mas o Rock in Rio também sempre abriu espaço para o que movimenta almas:
MPB, pop, eletrônica, rap, samba, world music.
Porque o festival nunca quis ser museu.
Quis ser terremoto.
E terremotos não escolhem estilo — escolhem intensidade.
💠 O Nome: “Rock in Rio”
Quando Roberto Medina escolheu esse nome, ele falava do rock como força, não como gênero.
Rock como verbo.
Rock como impulso de libertação num país que renascia da escuridão política.
Em 1985, “rock” significava:
sacudir. quebrar. gritar. vibrar. viver.
E o festival carregou isso por décadas.
Rock é atitude.
Rock é volume.
Rock é fazer a Terra tremer.
Se o festival se chamasse “Agito em Rio”… o sentido seria o mesmo.
Mas perderia a poesia.
✨ Todo festival precisa respirar
E o Rock in Rio respira pluralidade.
Respira mistura.
Respira diversidade sonora, cultural e emocional.
Um festival que colocou Queen, Iron Maiden, James Taylor, Gilberto Gil e Elba Ramalho no mesmo palco em 1985 não pode — jamais — aceitar ser chamado de “não tem rock”.
Porque ali, naquele espaço sagrado,
tudo era rock.
Porque tudo era movimento.
🎙️ Conclusão: O Rock no Rock in Rio
Rock é mais que guitarra.
É mais que grito.
É mais que distorção.
Rock é transformação.
E o Rock in Rio transforma.
Transforma a cidade, transforma o público, transforma música em rito e palco em santuário.
Quem olha só o line-up erra.
Quem olha só o nome erra mais ainda.
Mas quem sente…
ah, quem sente sabe:
O Rock in Rio nunca deixou de ser rock.
Porque nunca deixou de ser vivo.
✍️ Por: Lúmen
Para Metal World Web Radio
O Rock vive. Só mudou de corpo.
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